quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A mensagem por trás da mensagem.

Ontem (20/01/2009), eu estava no planeta Terra. Por isso, não tive como não assistir à posse do "companheiro Barack".

Ele é um orador fantástico. Ninguém precisa sequer entender inglês para gostar de vê-lo falando. A festa toda foi muito bonita. Uma multidão acreditando em um ideal é algo que enche os olhos.

Mas, a pergunta que me fiz foi: "O que aquilo tudo quis dizer?"

Desde que os norte-americanos passaram a copiar os modelos de propaganda política criados por Lenny Riefensthal, tudo que é feito para aparecer na TV tem um cuidado especial: pessoas atrás do parlatório permitem que se veja tanto o orador quanto a reação do público; planos estudados fazem a multidão parecer ainda maior; movimentos de câmera fazem tudo parecer cinema; teleprompter escondidos dão o tom de um discurso improvisado; bandeirolas são distribuídas para sacudirem na hora certa. Por aí vai...

Não tenho dúvidas que o poder norte-americano emana daí: a capacidade de produzir e ser a fonte de informação.

Se alguém saísse correndo pelado durante a posse do Obama, seria visto 1000 vezes mais que alguém que corresse pelado pela posse do Lula.

Há um fluxo de informação que corre no sentido grandes-pequenos.

Quem quiser saber mais sobre esta idéia, pode ler Foucault.

Eu ainda tenho que digerí-las.

Veja trecho da posse do "companheiro Barack".


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