quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Obama 2.0 e o meio ambiente.

Ainda sobre o "companheiro Barack", é notório que ele incorporou a internet em seu discurso. Obama afirma, por exemplo, que o estado tem que usar as ferramentas da web em sua administração, coletar a opinião comunitária através da rede e usá-la para dar respostas a questões imediatas em uma via de duas mãos. Mas, será só isso que ele quer dizer?

Os EUA vivem uma crise que envolve aspectos financeiros, energéticos e ambientais. Ao citar e enaltecer a internet em seu discurso, o presidente dos EUA fortalece um setor da economia que, perto de outros setores, como a siderurgia por exemplo, é um verdadeiro paraíso verde.

Eu explico: computadores consomem energia. Isto é fato, porém, outras atividades econômicas consomem muito mais, principalmente se colocarmos na conta o deslocamento humano e material que envolvem. Em São Paulo, um escritório com 8 pessoas trabalhando significa 7 carros consumindo combustível e poluindo o ambiente.

Então, talvez Obama esteja querendo dizer: "Hey! Não é mais preciso ficar se deslocando para trabalhar. A internet está aí! Fiquem onde estão e façam o seu trabalho daí. Nós vamos dar o exemplo de como se pode fazer."

Favorecer a virtualização da economia e economizar energia com isso.

Pode ser uma saída razoável, não? Ou será que estou viajando?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A mensagem por trás da mensagem.

Ontem (20/01/2009), eu estava no planeta Terra. Por isso, não tive como não assistir à posse do "companheiro Barack".

Ele é um orador fantástico. Ninguém precisa sequer entender inglês para gostar de vê-lo falando. A festa toda foi muito bonita. Uma multidão acreditando em um ideal é algo que enche os olhos.

Mas, a pergunta que me fiz foi: "O que aquilo tudo quis dizer?"

Desde que os norte-americanos passaram a copiar os modelos de propaganda política criados por Lenny Riefensthal, tudo que é feito para aparecer na TV tem um cuidado especial: pessoas atrás do parlatório permitem que se veja tanto o orador quanto a reação do público; planos estudados fazem a multidão parecer ainda maior; movimentos de câmera fazem tudo parecer cinema; teleprompter escondidos dão o tom de um discurso improvisado; bandeirolas são distribuídas para sacudirem na hora certa. Por aí vai...

Não tenho dúvidas que o poder norte-americano emana daí: a capacidade de produzir e ser a fonte de informação.

Se alguém saísse correndo pelado durante a posse do Obama, seria visto 1000 vezes mais que alguém que corresse pelado pela posse do Lula.

Há um fluxo de informação que corre no sentido grandes-pequenos.

Quem quiser saber mais sobre esta idéia, pode ler Foucault.

Eu ainda tenho que digerí-las.

Veja trecho da posse do "companheiro Barack".


O começo.

Muito bem!

Começo de ano, o Obama tomou posse, o Bush se foi (thanks God!)... Ótimo momento para começar um blog.

Mais um blog criado neste mundo...

A idéia é publicar idéias que unam comunicação e tecnologia.

O desafio é o mais simples de todos: continuar publicando semanalmente.

Será este mais um blog que começa e vai parando, parando até parar?

Só o tempo há de dizer.

Prometo não prometer!

Até a semana que vem. Ou, quem sabe, antes?