2013 não foi um ano bom para o Brasil. Andamos para trás em vários aspectos.
Houve aumento na violência com reflexos bastante claros nos números policiais e na popularização do MMA, um deprimente espetáculo de violência extrema.
Andamos para trás na cultura deixando que a Fifa nos obrigasse a construir estádios europeus em pleno clima tropical, ignorando nossos costumes e símbolos do futebol.
Esta mesma Fifa enfraqueceu nossa soberania nacional, passando por cima de leis que foram democraticamente implementadas no país. O caso mais gritante é o da sobreposição à lei que proíbe a venda de bebidas em estádios.
Nosso governo, que tanto nos pede paciência para implementar as mudanças que há décadas esperamos, com agilidade nunca vista antes, deu prioridade a todas as atitudes necessárias para a Copa do Mundo em canetadas que mudaram leis, aprovaram orçamentos super-faturados e gastaram nosso suado dinheirinho.
O crescimento recente do qual nos orgulhávamos, deu de cara no muro da nossa falta de educação e não tem mais para onde ir. Agora, percebemos o preço dos 30 anos de sucateamento da formação de nossos jovens.
Nossa classe política se revelou pior do que todas as nossas expectativas e parece não haver cidadão brasileiro que olhe para um político sem sentir nojo.
De positivo, só as manifestações de Junho que, embora tenham sido ignoradas por nossos governantes, conseguiram acender alguns debates e mostrou que não estamos mortos.
Por tudo isso, 2013 já vai tarde. As lembranças boas que podemos guardar dele são aquelas que construímos em nosso cotidiano. Como sociedade, falhamos.
Que 2014 seja muito melhor.
Feliz Ano Novo a todos.